Há 15 anos atrás a internet chegava ao país, para o mercado corporativo e como toda novidade, vendia-se o peixe de que uma vez na internet a então home page da empresa seria acessada por milhares de pessoas no mundo todo como em um passe de mágica, e o bum da euforia tomou conta do mundo corporativo que não queria perder essa fatia empreendedorística de geração de novos negócios. Era o início do surgimento do cartão de visitas virtual, milhares de empresas aderiram nos anos seguintes a nova tecnologia que podemos nos referir ao mais importante meio de comunicação criado até então que a exemplo da revolução francesa, promoveu profundas mudanças sócio-culturais, políticas e financeiras nos quatro cantos desse planeta tão redondo. O fato é que essas empresas que apostaram nessa tecnologia logo perceberam que o buraco era um pouco mais embaixo pois não adiantava apenas ter um endereço na internet e achar que revolucionariam suas receitas sem levar me consideração a máxima do conceito de marketing: a propaganda é a alma do negócio. E foi com essa máxima que esse interlocutor que agora vos tecla entrou e conquistou sua fatia no mercado, desse universo tão peculiar, a internet.
Fazer com que as empresas entendessem que apenas criar suas home pages e lançá-las ao oceano e esperar que os 'surfistas' chegassem até elas era pura especulação foi o primeiro passo. Pois para que seus empreendimentos virtuais obtivessem algum êxito era necessário que a própria empresa repensasse como se fazer presente na internet, que era imprescindível para uma padaria por exemplo, que ao lançar seu web site que carinhosamente chamávamos de home page, que ele teria que disponibilizar seu endereço virtual em seus pacotes para pão, sacolas plásticas, folders, panfletos, painéis de outdoor, enfim em todas as suas peças convencionais do mundo físico, que os acessos aos seus web sites não ocorreriam do meio dos oceanos à margem do mar e sim de seu ponto de vendas para os oceanos e ainda que colocar a logomarca endereço e telefone da empresa para apenas garantir suas presenças na rede, poderia não justificar o uso da internet, já que na época em questão, dos domínios (www.nomedaempresa.com.br) eram coisas raras de se ver, geralmente as empresas tinham um endereço vinculado ao seu provedor de acesso a internet, (www.provedor.com.br/~nomedaempresa/index.htm). Se queriam 'entrar' na internet, então que a usassem como deveria para ao menos para dizer o que a empresa fazia ou para disponibilizar um catálogo de seus produtos e serviços.
Passados os 15 anos, a internet ganhou uma dinâmica imensurável, sendo reinventada a cada minuto, com o surgimento de novos recursos, redes e possibilidades que saltam em nossas telas a todo momento, ter um domínio próprio -identificação na internet-, tornou-se uma necessidade afinal o domínio está diretamente vinculado ao nome e a marca da empresa e já que a lei de Newton se aplica também com os nomes de domínios: “Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo”, milhares de empresas garantiram sua presença nessa enorme teia de informações, porém, em sua grande maioria, elas mantém o seu potencial de negócios, subutilizado, seja para fazer do website uma extensão da empresa no mundo virtual, seja para utilizar recursos e possibilidades que a internet tem a oferecer ao contexto de seus negócios. Melhorar a comunicação da empresa, disponibilizar catálogos, informar, divulgar, prospectar, comercializar produtos e serviços, dar suporte, aproximar clientes são algumas das possibilidades que poderiam funcionar para alavancar negócios ou no mímino promover o reforço da marca ou a fidelização de clientes de muitas empresas que atualmente estão na internet apenas por estar ou pior, por achar que estão, uma vez que suas estruturas virtuais em nada contribuem para agregar valor ao seu empreendimento físico. Não que não haja 'cases' de sucesso, pelo contrário, as empresas têm percebido a importância desse meio, tanto no âmbito da comunicação e da interação quanto da comercialização de produtos e serviços, e essas empresas que percebem isso são as grandes promovedoras das inovações da Internet pois elas investem de forma planejada em seus esforços de marketing ou de negócios e obtêm os resultados esperados, muitas vezes até acima do desejado.
As possibilidades são infinitas e cada uma delas exigem um planejamento mínimo e encontrando respostas satisfatórias a perguntas básicas como:
- O que pretendo oferecer?
- Para quem oferecer?
- Como e quando oferecer? e,
- Que resultado pretendo obter?
Pode-se pensar finalmente em questões não menos importantes como:
- Qual o investimento exigido?
- Com quem desenvolver a solução?
- Em quanto tempo implantarei o projeto?
- Quem e como dar suporte ao projeto?
- Como divulgar meu novo empreendimento?
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